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Composição de Maria Clara Coelho e Nina Rosa
Gravada Ao Vivo na Cafeteria Diminuta em 8 de abril de 2011

 

 

o rio
é a concretude do vento
a palavra,
a do pensamento.

a ida infinita
das reticências não escritas.

Todos os paradoxos
estão nessas duas coisas:

nas águas
e nas palavras em movimento

fluidez
tique-taque

durma.
só o sono
esquece e lembra
esquece e lembra
esquece e lembra

o navio sem barco nem mar

essa é a ideia. o movimento.

foto e texto: maria clara coelho

 

foto e texto: maria.

máquina: olympus pen EE-2

o bode sangra no cimento
dói sem ferida
sangue de não ver
acostuma a tensão feita na carne

dor se transforma em estado
dor se esfria
morna

se converte em falta
dor é paz que corrói

o branco do olho
passa a enxergar mais
do que a íris

foto e texto: maria.

quem faz mais sorrisos
noutras bocas
do que o seu próprio
geralmente padece de tristeza crônica.