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“As obras-primas do passado são boas para o passado, não para nós. Temos o direito de dizer o que foi dito e mesmo o que não foi dito de um modo que seja nosso, imediato, direto, que responda aos modos de sentir atuais e que todo mundo compreenda.

(…)

Que os poetas mortos cedam lugar aos outros. E poderíamos mesmo assim ver que é nossa veneração diante do que já foi feito, por mais belo e válido que seja, que nos petrifica, que nos estabiliza e nos impede de tomar contato com a força que está por baixo.”

(…)

Basta de poemas individuais e que servem muito mais a quem os faz do que a quem os lê.  Basta, de uma vez por todas, de manifestações de arte fechada, egoísta e pessoal.”

trecho retirado de  “O Teatro e seu duplo”, de Artaud.