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e a lágrima que é dita pela gravidade queria cair a dias. Estava no canto do olho. E toda vez que Ela sentia uma cócega perto do vértice do olho, pensava que era aquela lagriminha que queria vir, mas não era, era mais uma mosca que lambia sua carne exposta. E uma gota de lágrima vem de um riso, uma gargalhada muito forte e tensa de quem ri da própria desgraça só por não ter algo melhor para fazer em um momento como esse. Ela agora escreve, apesar de descrer completamente de que tal ato amenizaria o quê. Amenizar é uma péssima palavra, não deveria nem existir. Ela não quer amenizar nada, nesses tais nada. Arrebata. Nada. arrebata. narre. Narre esses esses.

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E é o que eu sempre temo, esses momentos de E. E o quê? Essa conjunção maldita aditiva e redutiva e…? Tenho vontade de escrever advérbios de intensidade: uma página inteira deles. Soa como um sentimentalistmo clichê, mas eu não posso explicar esses momentos de profundo… profundo o quê? profundo? Talvez nem tanto, mas esses agoras sem quando de desesperos que chamam outros desesperos e eles então como em avalanche me… nada. me nada. eu continuo com meus vazios intactos. Nada me arrebata. Arre me nada. narre. Eu continuo no aqui e no agora deste agora de um já só meu. e tais dias egocêntricos, tais quais eles mesmos. Tais quais, tais. Quem, eu? Não, ela. ela-eu. ela anda insegura nesses tais, ela anda com minhocas na cabeça, nesses quais, ela anda humana em carne viva e ainda faz piadas das moscas que pousam nos seus músculos expostos.

viver
cansa,
exausta.

o que fazer
com vértices de pensamentos
assimétricos?

o acaso talvez significasse a ausência de sentido.
e de tempo.

tempo
tempo
tempo

no experimento de reunir
as cenas do dia como uma colagem
o sentido é o que menos importa
(por ser inerente)

a falta da coesão adocicada
que une os fragmentos com pontes acolhedoras
acorda a insônia

(a fadiga ainda está)

o pensar ininterrupto
parece não cessar em momento algum

cansaço ansioso
espera acumulado
recordando
do que ainda está por fazer
do já feito

o sono vem disfarçado
espreguiça
e dorme sem querer.

os riscos que cometo são profundamente sinceros
(ou assim pretendem ser).

apesar dos possíveis erros
do provável retorno ao lugar-comum,
mesmo na tentativa do escape ao óbvio;
          
torço e retorço a dor compartilhada; 
ciente que talvez, nunca alcance a lealdade estética,
a invenção. Inaugurar:

algo-meu,  algo-novo, algo-maria. 
algo que moldarei com argila
e possuirá em seu corpo meu suor e carne.

conquistar que seja pela rejeição.
criar, somente (e tão, que é!);
ao menos tentar.