You are currently browsing the category archive for the ‘matérias’ category.

     O fogo destruiu uma sala em que estavam guardadas mais de mil obras do artista entre pinturas e esculturas que integravam a chamada reserva técnica (obras que não estão em mãos dos colecionadores nem em exposições permanentes). As chamas destruíram quase todas as obras que estavam no cômodo da residência de César Oiticica no Jardim Botânico, RJ. O incêndio consumiu totalmente a sala-oficina que contava com sensores de umidade, temperatura, alarme anti-incêndio, entre outros dispositivos de segurança.

     Segundo os familiares do artista, o incêndio começou por volta das 22h de sexta-feira por razões ainda desconhecidas. Os bombeiros conseguiram controlá-lo três horas depois, antes de as chamas se expandirem para outras salas ou para o segundo andar da residência. “Queria ter morrido junto com as obras”, afirmou César Oiticica, responsável pelo acervo desde a morte do irmão em 1980.

     O estúdio também guardava registros em vídeo, livros, arquivos e outros objetos do chamado Projeto Hélio Oiticica, uma fundação criada para preservar a obra do artista plástico que chegou a ser considerado um dos mais revolucionários artistas do país pelo caráter inovador de sua obra. Além disso, é um dos artistas brasileiros mais conhecidos internacionalmente.

LEIA MAIS:

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/10/17/obras-de-helio-oiticica-destruidas-em-incendio-eram-motivo-de-impasse-entre-familia-prefeitura-do-rio-768100073.asp

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/10/17/jandira-feghali-lamenta-destruicao-das-obras-de-helio-oiticica-em-incendio-768100183.asp

http://www.artbr.com.br/casa/biografias/helio/index.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lio_Oiticica

CURIOSIDADE SOBRE UM PRODUTO CLÁSSICO DAS PRAIAS CARIOCAS

São 4h50 da madrugada na escura Rua do Senado, na Lapa. Até os mais renitentes boêmios já entregaram os pontos. Não se vê viva alma, a não ser em frente ao sobrado número 273, onde cerca de 50 pessoas aguardam a abertura da fábrica do tradicional biscoito de polvilho Globo. Daqui a algumas horas, o sol estará brilhando na orla, mas a praia do carioca nasce ali, na escura Rua do Senado.

O primeiro da fila chegou às 2h. Fausto Ferreira da Silva, 80 anos, compra biscoitos para vender na Praia do Leblon há oito anos, desde que deixou o emprego de cozinheiro num restaurante do Centro.

2

– O produto é bom! – empolga-se. – Esse biscoito é dinheiro em caixa. Criança de um ano já aponta o dedinho quando a gente passa – diz o vendedor, que paga R$ 25 por um saco de 50 unidades.

Pontualmente às 5h, um senhor franzino, de fala mansa mas articulada e segura, chega para abrir a fábrica. Milton Ponce segue essa rotina desde 1962, quando decidiu ampliar a produção da padaria Globo, em Botafogo. Paulista, ele chegara ao Rio em 1954, trazendo de uma panificação antiga do bairro do Ipiranga a fórmula que junta polvilho, ovos, leite, açúcar, sal, gordura hidrogenada e água.

3

– Muita gente pergunta por que não aumento a produção. Quase todos os dias, recebo propostas de franquia, mas isso aqui é como um bolo que você faz na sua casa. Segundo ele, sua maior satisfação é fornecer um meio de vida a milhares de pessoas que vendem o biscoito nas praias do Rio e pelas ruas da cidade.

– Muita gente aposentada ou desempregada vem aqui comprar o biscoito e sobrevive da venda.

4

Milton diz que o segredo do sucesso são seus funcionários – 18 no turno da manhã e quatro à tarde – que chegam a produzir 15 mil saquinhos com dez rosquinhas cada durante o verão.

– Tenho funcionários comigo a 42, 38, 35 anos. Aquele está aqui desde os 11 – conta, enquanto aponta para o forneiro Ednaldo Valdevino do Nascimento, 36.

5

Levado à fábrica por dois tios, ele acorda todos os dias às 3h20 para trabalhar.
– A carcaça já calejou com esse horário.

Mas quem mete mesmo a mão na massa é Jailton da Silva Cardoso, que exercita os músculos e a sensibilidade dos dedos para achar o ponto certo. Como não pode usar luvas, sua maior preocupação é com a higiene.

6

– Se colocar numa batedeira a massa queima porque não leva fermento – explica. – Já tentei usar luvas, mas elas impedem que eu saiba o ponto exato.

Milton brinca com a fidelidade dos funcionários.
– Tem uma senhora aqui que, se eu demitir, dá um jeito de entrar pelo telhado. A maioria das empresas erra quando troca os empregados que ganham mais. Eu valorizo essa equipe.

Seu calcanhar de aquiles é o empacotamento nos saquinhos de papel vendidos nas praias – os únicos que resistem à ação do sol.
– Já procuramos na Itália e na Alemanha, mas não existem máquinas para esse trabalho.

Ver empacotadores como William da Silva Torres atuando é um espetáculo. Numa velocidade tão grande que suas mãos desaparecem, ele enche um saco em menos de cinco segundos.

7

Apesar de não ser carioca, Milton já incorporou o espírito gozador e não liga para os apelidos de biscoito de vento ou “me engana que eu gosto”:
– Devemos muito do nosso sucesso à essa irreverência.

8

FONTE DESCONHECIDA (recebi essa matéria de um amigo por e-mail e quis postar aqui, mas desconheço a fonte. Se alguém souber, me avise por favor!)