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Os únicos objetos que parecem destituídos de fim são os objetos estéticos, por um lado, e os homens, por outro. Deles não podemos perguntar com que finalidade? Para que servem? Pois não servem para nada. Mas a ausência de fim da arte, tem o ‘fim’ de fazer com que os homens se sintam em casa no mundo.

Hannah Arendt

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passa da uma
você deve estar na cama
Você talvez
sinta o mesmo no seu quarto
Não tenho pressa
Para que acordar-te
com o
relâmpago
de mais um telegrama

“Meus pensamentos são chagas em meu cérebro. O meu cérebro é uma cicatriz. Quero ser uma máquina.”

Heiner Müller, in Hamletmachine.

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“As obras-primas do passado são boas para o passado, não para nós. Temos o direito de dizer o que foi dito e mesmo o que não foi dito de um modo que seja nosso, imediato, direto, que responda aos modos de sentir atuais e que todo mundo compreenda.

(…)

Que os poetas mortos cedam lugar aos outros. E poderíamos mesmo assim ver que é nossa veneração diante do que já foi feito, por mais belo e válido que seja, que nos petrifica, que nos estabiliza e nos impede de tomar contato com a força que está por baixo.”

(…)

Basta de poemas individuais e que servem muito mais a quem os faz do que a quem os lê.  Basta, de uma vez por todas, de manifestações de arte fechada, egoísta e pessoal.”

trecho retirado de  “O Teatro e seu duplo”, de Artaud.

  Pedo Juan Gutiérrez – O Ninho da Serpente – Páginas 80/81

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Manoel de Barros, in Retrato do Artista Quando Coisa.

“Minha essência é inconsciente de si própria e é por isso que cegamente me obedeço. (…) Para onde vou? E a resposta é: vou.”

Clarice Lispector, in Água Viva.

“Qualquer amor já é um pouquinho de saúde,
um descanso da loucura.”

Guimarães Rosa

“Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.”

Fernando Pessoa