You are currently browsing the tag archive for the ‘palavra’ tag.
o rio
é a concretude do vento
a palavra,
a do pensamento.
a ida infinita
das reticências não escritas.
Todos os paradoxos
estão nessas duas coisas:
nas águas
e nas palavras em movimento
fluidez
tique-taque
durma.
só o sono
esquece e lembra
esquece e lembra
esquece e lembra
o navio sem barco nem mar
essa é a ideia. o movimento.
Uma palavra me ergue a mão:
fecho os olhos
e apanho.
Palavra é isto,
exatamente isto:
palavra[s], apenas
a nata que se deita sobre a imagem fervente.
O que vês numa folha:
amores, gentes, solidões, arvoredos, cachecóis,
são apenas palavras.

Comentários