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as coisas em declive escorregam até do último chão
pairam
caindo sem cair
…se houvesse a queda seguida da colisão
Cidade de U
8 de novembro de 2011
meio-dia e pouco
dez cadeiras brancas
muitas pessoas profissionais
algumas usam lentes
talvez para ver além
uma cadeira encostada no ar está apoiada no seu conceito
quatro corpos apoiados no chão
alguns apoiam a cabeça nos ombros
uma nadadora de chão
mas ela está seca
dois homens de barba olham para vazios em forma de corpos
dispostos no espaço
tentando dizer alguma coisa
através do nada
de quantas horas precisamos?
três homens cruzam as pernas e esperam. o quê?
oito horas
e dez
e onze
e doze
e treze
infinitos tempos
de vazios
e esperas esvaziadas por palavras
Não no mesmo barco,
mas no mesmo mar.
não vale virar tempestade.
Te emprestei meu remo,
mas bússola,
cada um tem a sua.
Se oriente como quiser.
vou seguindo o vento
pra dar menos trabalho.
Mergulhar e se afogar é quase a mesma coisa.
a respiração para o deleite
e para a inconsciência.
Quem força o esquecimento e a anestesia sempre adia o momento.
O confronto sempre chega, não importa quando.
Acordou-me, com tapas.
Eu não podia tentar evitar teus erros.
Erros práticos, duros, sinceros, cruéis.
Maravilhosos sinais.
Me confessam da maneira indigerível que eu não devo tentar te salvar.
Salve-se você, Mate-se, Perca-se.
Se faça
refaça
se destrua
se liberte.
Acorde um dia ou nunca.
Desisto rápido.
Briga de tempos incongruentes.
Naveguemos.

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